Carro comunitário

Montreal se pretende verde. E, em boa medida, o é.

A coleta seletiva é feita rotineiramente; a Bixi - sistema de bicicleta pública que, a cada ano, vem aumentando sua frota graças à adesão do público -; o tanto de parque e árvore espalhados pela cidade; o transporte público, que, apesar das inúmeras falhas, funciona bem; o fechamento de algumas ruas para uso exclusivo de pedestres, ciclistas, skatistas e patinadores; além das pontes que vivem caindo devido ao seu estado precário dão mostras de que a cidade pensa de forma sustentável. Esse último item, acho eu, deve ser pra estimular a redução do uso de carro, e não consequência direta do fato da prefeitura estar atolada até o pescoço nos esquemas da máfia da construção, como dizem os críticos.

Essas são algumas das grandes ações que consegui destacar parando 1 minutinho pra pensar. Mas certamente há ainda muitas coisas que deixei passar, incluindo alguns estímulos isolados, como o fato das prefeituras de algumas cidades-bairros pagarem parte dos custos das famílias que optarem por comprar fraldas reutilizáveis para seus pimpolhos.

Mas a grande ação verde - chamemos assim - sobre a qual queria falar é o Communauto. Na verdade, a iniciativa não é recente. Ela existe desde 1995 em Montreal, mas como nós só nos convertemos a ela agora, faz de conta que é novidade saidinha do forno.

Em toda a província do Québec, mais de 20 mil pessoas já aderiram ao sistema, que conta com uma frota de 1.113 veículos. O funcionamento é simples: uma vez inscrito (tem de estar com o nome limpo no Detran daqui, óbvio!), escolhe-se o plano que mais lhe convém, seja pra quem usa com frequência ou raramente. Independentemente do que for escolhido, o esquema é basicamente o mesmo: você reserva o carro pro dia e hora em que você pretende usá-lo, determina em qual estacionamento quer buscá-lo (o mesmo para o qual deve devolvê-lo) e pronto.

Os inscritos recebem uma chave que abre a caixinha onde ficam as chaves dos carros do Communauto e, claro, têm um código de identificação do usuário. Uma vez no carro, é preciso preencher um formulário rápido, que fica no porta-luvas, no qual devem constar as quilometragens de partida e de chegada, uma avaliação do estado geral de limpeza do carro (bom, passável ou ruim) e marcar em quanto estava o tanque quando você pegou o automóvel.

Ao voltar pro estacionamento, o tanque deve estar, pelo menos, na metade, senão é preciso abastecer. No inverno, tem de estar 3/4 cheio. Vale lembrar que, se não abastecer, vai chegar uma continha de cerca de 30 doletas no seu cartão de crédito. Então é melhor passar num posto, deixar a nota fiscal de quanto você pôs de gasolina no carro e esperar pelo reembolso.

Taí uma amostra do Communauto.
Não sei se eles têm outros modelos disponíveis

Pegando as chaves.
Mas eu quero saber mesmo onde eu pego meu cachê do merchan.

Comentários

Paloma Varón disse…
Adorei isso! Eu super usaria!
Gosto também dos sites de carona solidária, aí tem?
Beijos
Cinemusique disse…
Eu uso também e adoro! Conheci ainda no Brasil, quando nem pensava em imigrar, no programa "cidades e soluções" da Globo News e na época fiquei impressionada com o projeto... Hoje fico feliz em fazer parte disso também!
Anônimo disse…
Oi tia Ca!
Agora o tio Mau vai levar a gente para passear no outono de Communauto? :P

bjocas
Erika
Camila disse…
Paloma, aqui tem, sim! E parece que é bastante usado. Não sei se o esquema funciona dentro da cidade, mas pra viagens intermunicipais é até comum.

Gabi, é uma maravilha mesmo!

Erikita, claaaaaaaaaaaaaro! Só que tem de ser um lapin de cada vez hehehe A cadeirinha de bebê é super antissocial: rouba o espaço de umas 4 pessoas =S

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