Dançar no gelo? Sim!
Todo mundo fala que o mês mais frio do inverno é fevereiro, mas olha... Depois de termos passado por uma sensação térmica de -36°C (favor ler em voz alta: TRINTA E SEIS GRAUS NEGATIVOS) no último fim de semana, eu não sei se essa máxima é verdade. Mas se há uma vantagem em viver uma temperatura glacial dessas é que você samba de alegria na neve quando fazem -3°C.
E foi isso que eu fiz ontem. Tá! Não sambei, mas dancei muuuuito no Igloofest, um dos dois grandes festivais de música eletrônica de Montreal, que acontece sempre no inverno cê jura? Com esse nome ninguém tinha desconfiado O outro é o Picnik Electronik, que rola lá pelas bandas do parque Jean-Drapeau no verão. E, ó, dançar ao ar livre a -3°C faz a gente suar!!!
Logo na entrada, esculturas de gelo dão o cilma da festa
Quando o DJ não agrada aos ouvidos,
dá pra deitar nas almofadas e se aquecer
Uma geral da área relax
Nos bares, a decoração também é toda temática
No palco lá atrás, o DJ aquece a plateia
Enquanto isso, a embarcação fica tão congelada quanto o rio.
Sim, meus caros, esse é o rio Saint-Laurent coberto de neve
Bom, se existe alguma fórmula pra passar bem esses meses inevitavelmente frios e escuros do inverno, acho que dizer SIM é uma boa opção. Dizer sim aos festivais, aos shows, aos parques, aos esportes de inverno... Pra cada bolso e pra cada gosto, o inverno tem opções diferentes, mas igualmente divertidas. Já pra quem tem pavor de frio, as opções de lazer em ambientes aquecidos são inúmeras. Além dos restaurantes e cafés em cada canto dessa ilha - que obviamente continuam funcionando de dezembro a março -, existem muitos museus, lojas, cinemas, teatros e bibliotecas a serem explorados. O importante é estar de coração aberto e com o casaco fechado.
Claro que temos todo direito de detestar o inverno. Pra mim, por exemplo, essa definitivamente não é a estação mais legal, mas nem por isso vou me trancar em casa passando o dia deitada na cama em posição fetal e me queixar da neve lá fora. Um dia ou outro até me permito olhar praquela neve que mais parece lama no asfalto e me perguntar "por que neste exato momento eu não estou me bronzeando no Porto da Barra mesmo, hein?" Daí que foi pensando nessa relação de amor e ódio com o inverno (muito mais de amor, diga-se) que escrevi um dos meus textos da semana passada pro Montréalais d'ici et d'ailleurs.
No outro, contei uma segunda experiência aterrorizante que tive antes de viver o meu primeiro inverno (A primeira, eu contei aqui). Resumindo a história praqueles que não leem em francês: maridón e eu estávamos pesquisando qual bota de inverno seria melhor pra nós. Numa das lojas, uma senhora muito simpática nos abordou e começou a falar sobre o quanto eu gostaria dessa estação, pois há muitas coisas bonitas pra ver e interessantes pra fazer. No entanto, antes de se despedir da gente, ela fez uma ressalva e nos disse algo mais ou menos assim: "cuidado apenas com os carrinhos que fazem a limpeza nas ruas. Esses motoristas não respeitam ninguém! Ao avistar um deles, saia da calçada imediatamente; eles podem te matar!"
Mas não é uma fofa?!






Comentários
Faz tempo q nao entro no blog e acabei me sentido mega desatualizada, rssss.
Achei os ultimos posts bem interessantes e acho incrivel a sua paciencia de soteropolitana (eu acho) com o inverno daqui. Sou bem paulista e tava qse tendo um ataque pelo fato de nao poder dar uma caminhada na rua por conta de todo frio!
E q venha a primavera!
Abraco!