Assim fica difícil...
Esses dias na verdade foi hoje, mas achei que ia ficar pobre começar o post com a palavra Hoje o jornal Métro publicou uma matéria sobre a dificuldade que os médicos formados fora do Canadá e dos Estados Unidos têm para trabalharem na área quando chegam por aqui. Na verdade, nós bem sabemos que qualquer profissão regulamentada (ou seja, que obriga o profissional a ser aprovado pela sua ordem) exige um cadinho mais de reza braba suor e paciência do imigrante. Que o digam fisioterapeutas, enfermeiras, engenheiros, advogados, arquitetos, psicólogos e por aí vai...
O negócio tá tão brabo pro lado dos médicos, que até a Comissão dos direitos da pessoa e dos direitos da juventude se meteu na história e tem dado algumas sugestões à Ordem dos médicos do Québec no sentido de reformularem o processo de aprovação. Antes de citar alguns dados, só pra vocês terem uma ideia, o título da matéria é bem ácido: "Médicos estrangeiros vítimas de discriminação". Mandaram a isenção jornalística pro saco Mas voltemos... É assim: todos aqueles formados em universidades e faculdades do Québec em 2007 ganharam a permissão para trabalharem como médicos residentes, última etapa antes de poderem exercer plenamente a Medicina na província. Coisa linda, não é, gente? No entanto, quando falamos de médicos formados fora da dobradinha amiga Canadá-EUA, o cenário é outro: 2/3 dessa galera recebeu um NÃO na cara.
Algumas conclusões (não necessariamente plausíveis) podem ser tiradas dessa resposta negativa ao médico estrangeiro:
1. O cara tem uma formação ruim É melhor a ordem barrar mesmo esse povo
2. Quanto menos médicos, mais valorizada será a profissão e maior será o salário
3. A ordem se preocupa imensamente com a saúde dos quebequenses e não quer arriscar colocar qualquer açogueiro um pra trabalhar, portanto fazem uma série de exigências difíceis de serem cumpridas
4. Eles são um bando de filhos da mãe xenófobos
Qualquer que seja a razão (escolha ou sugira a sua), acho que há um assunto com o qual todos concordamos: o Québec precisa de um número muito maior de médicos que o atual pra atender bem a sua população.
Ah! E uma coisa interessante é que o tempo em que o médico fica sem exercer a profissão conta negativamente contra ele na hora de ser aprovado na ordem. Mas como ele vai trabalhar se vocês não deixam? Tá feia a coisa...
Outra ironia com relação a essa notícia é que na mesma edição na qual ela foi publicada, poucas páginas adiante, havia um anúncio do hospital Maisonneuve-Rosement convocando os profissionais de saúde a tentarem uma vaga lá:
Será que algum Silva passa nessa seleção?

Comentários
Vou replicar lá no blog tb., pode?
Vôtecontá, amei o que disse a comissao, ainda bem que mandaram a isençao pra pqp (riscado), pq taí um assunto que faz tempo que tao precisando deixar de lado as meias palavras. Il faut bouger! rsrs
ah, e meu voto vai ali na alternativa 5 (sao verdadeiras as afirmaçoes 2 e 4 riscada)
bjocas
Erika
Manda brasa, neguinha! Claro que pode usar no seu blog. Vai ser uma honra! =B
Beijuca na coelhada toda.
A causa é justa e o tema atual (foi uma das discussões que tivemos entre brasucas ontem a noite - uma delas teve a irmã - neurologista- recentmente rejeitada pelo Quebec), mas eu vim aqui mesmo pra dizer que to com saudade, viu?? O verao foi embora, o frio chegou e nada da gente sair pra tomar sorvete!! Que coisa feia!hahaha
beijos,
keiko