Os primeiros americanos*

Dia desses, voltando pra casa de um passeio bacana que fizemos por uns bairros da ilha, nos deparamos com uma movimentação na Place des Festivals. Resolvemos parar pra ver o que era. Quando descobri que se tratava do Festival Présence Autochtone, resolvi ficar pra dar uma prestigiada. Em geral, assuntos que envolvem os nativos das Américas sempre me tocam. O pouco que conheço dessas culturas me faz ter uma admiração profunda por esses povos, sem falar nas dores que envolvem a invasão colonização europeia. Sou solidária a eles. Nossa! Tô tão boazinha hoje

Não é porque aqui é considerado primeiro mundo que os índios são mais bem tratados do que no Brasil, por exemplo. Vou evitar me aprofundar no assunto porque, confesso, sou uma ignorante quando o tema são as políticas de proteção aos primeiros povos do Novo Mundo. Sei que existem reservas indígenas em todo o Canadá (elas são boas ou ruins?) e há obviamente uma tentativa de valorizar essa população junto aos demais moradores do país, através do artesanato e dos costumes locais (embora a matança de focas seja super criticada pelos movimentos de proteção aos animais).

Sei também que a maioria dos aborígenes que vejo em Montreal estão nas esquinas, mal vestidos, pedindo esmola e curtindo uma bebidinha alcoólica. Mas deixemos esses assuntos brabos de lado - não que não sejam importantes, ao contrário, eu é que não tenho repertório pra discuti-los. Vamos às fotos?

É isso mesmo! Índio branco de olhos azuis!

Olha outra aí!

Não precisa ser metaleiro pra ter cabelão.
Pode muito bem ser índio canadense


A roupa caprichada, cheia de acessórios

Close no mocassim customizado.
Tá bom pra você, meu bem?


Essas mocinhas sorridentes e coloridas são da Bolívia.
Os antepassados delas são os incas. Nada mal!


E essa coisa fofa fazendo uma das danças dos guerreiros de sua aldeia?
Esqueci o nome da aldeia. Abafa!
Apaixonei!


Linda roupa, melhor performance do dia!

Merece bis

Num dado momento, os presentes se reuniram pra celebrar, através da dança, a união entre os povos. Foi lindo, me deu uma esperança de dias melhores Deus me livre! Como tô piegas hoje! que, confesso, passou rápido, pois não foi difícil perceber que todos os que assistiram aos espetáculos dos nativos já eram simpatizantes da causa. E tentar catequizar quem já tá convertido não surte muito efeito. Mas é o que tem pra hoje.

* Esse post é dedicado a meu pai, que tava me cobrando um texto novo. Pronto, pai, seu pedido é uma ordem. =D

Comentários

Gasparin disse…
Suas fotos são ótimas!!!
Unknown disse…
Rsss
Eu me solidarizo com seu pai!!!
Saudades de mais posts.
Embarco prA Montréal amanhã!
Deus nos proteja.
Até!
Camila disse…
Oi, Gasparin,

Obrigada pela visita e pelo elogio. Fotografar é o meu passatempo predileto.

Juliana,

Eita que eu imagino o frio na barriga!!! Eu tava numa montanha-russa de emoções às vésperas da minha vinda. Nossa!!!!
Desejo sinceramente que a sua viagem seja ótima, como num prenúncio da sua estadia em Montreal. ;o) Venha com fé que vai tudo dar certo. Até!

Postagens mais visitadas deste blog

Como o Canadá me fez amar a Páscoa

Conto de aniversário

Reproduzindo no Québec