Um domingo de tantas coisas
Depois de três dias consecutivos trancada em casa estudando como se a paz mundial e o fim do aquecimento global dependessem da minha performance no mestrado, tirei o domingo pra dar uma volta pelo centro de Montreal. Nada de novos lugares, novas descobertas, só o bom e velho centro da ilha. E nada de metrô ou ônibus, pois a idéia era sentir a brisa fria no rosto e ver os três ou quatro flocos de neve vindos do céu, frutos da nevezinha fajuta que caiu hoje, depois de muitos dias consecutivos ensolarados. Aliás, já disse que a combinação de Sol e neve é uma das mais lindas do mundo? Concorrência braba com a dupla Sol + praia.
Votos de feliz ano novo misturados à lembrança dolorosa
da invasão da China no super pacífico Tibet
Eu queria terminar esse post com uma mensagem de paz,
falando de como as diversas etnias que cohabitam aqui em Montreal
são solidárias à dor dos tibetanos
Mas eu só consigo ver que decaptei a pobre da estátua lá atrás na foto,
assim como fez o danadinho do Cláudio II com o romântico Valentim.
A gente faz de tudo pra ser uma pessoa boa,
mas o inconsciente é mesmo uma cilada reveladora!
Daí que nesse passeio eu tomei o maior susto ao ver as vitrines das lojas do centro. Onde estão os casacões? E as dezenas de modelos de echarpe? E aquele bando de gorros coloridos, forrados com pele, nepaleses? E as botas grosseironas? Su-mi-ram! Os poucos produtos invernais que resistem estão com descontos que podem ultrapassar os 50%. Aqui é assim. O comércio se antecipa às mudanças naturais das estações pra gente já se imaginar vestindo roupas diferentes, no caso mais leves, mais alegres... É a primavera, que ainda não chegou nas folhas nem na grama (nem nas temperaturas), mas que já está nas lojas.
Então, tá! O que eu fiz? Me juntei a esse coro humano que parece entoar bem baixinho como um mantra "vem primavera, vem primavera" e comprei um casaco lindo, preto, imitação vagabunda de couro pra usar bastante no início - ainda friozinho - da primavera. No Québec, como os quebequenses, né, minha gente? O negócio é se esforçar ao máximo pela integração na nova sociedade.
E falando em integração, hoje nós comemoramos o dia de São Valentim, que é o equivalente ao dia dos namorados. Nunca curti muito essa data no Brasil. É, eu sei, sou chata demais, mas não consigo superar o fato de que foi um comerciante paulista que criou essa data pra faturar uma grana em cima das moçoilas casamenteiras prontas pra colocar o pobre do Santo Antônio de cabeça pra baixo no dia 13 de junho.
O dia de São Valentim é bem mais legal! Valetim era bispo católico lá pelo século III depois de Cristo e desobedeceu o então imperador romano, que proibiu a realização de casamentos durante o seu reinado; afinal jovens solteiros titubeariam menos pra se alistarem no exército e lutarem pela supremacia de Roma, concorda? Mas Valentim fingiu que não era com ele e realizou um monte de casamentos às escondidas. Só que aí descobriram a rebeldia do clérigo e no dia 14 de fevereiro de 270 cortaram a cabeça dele. Que maldade, hein, Cláudio II!
O dia de São Valentim é bem mais legal! Valetim era bispo católico lá pelo século III depois de Cristo e desobedeceu o então imperador romano, que proibiu a realização de casamentos durante o seu reinado; afinal jovens solteiros titubeariam menos pra se alistarem no exército e lutarem pela supremacia de Roma, concorda? Mas Valentim fingiu que não era com ele e realizou um monte de casamentos às escondidas. Só que aí descobriram a rebeldia do clérigo e no dia 14 de fevereiro de 270 cortaram a cabeça dele. Que maldade, hein, Cláudio II!
Mas essa não foi a única celebração do dia em Montreal. Hoje comemora-se também a chegada do ano 2137 no Tibet e parte da comunidade tibetana tava lá na rua, desejando feliz ano novo aos pedestres, e aproveitando pra protestar contra a invasão chinesa no país.
Votos de feliz ano novo misturados à lembrança dolorosada invasão da China no super pacífico Tibet
Eu queria terminar esse post com uma mensagem de paz,falando de como as diversas etnias que cohabitam aqui em Montreal
são solidárias à dor dos tibetanos
Mas eu só consigo ver que decaptei a pobre da estátua lá atrás na foto,assim como fez o danadinho do Cláudio II com o romântico Valentim.
A gente faz de tudo pra ser uma pessoa boa,
mas o inconsciente é mesmo uma cilada reveladora!
Comentários
Falando em saborear, 'bora saborear um coffee e aproveitar o restinho de frio? :)
:**
Beijos
Coisa fofa!!!! Fica valendo aquela nossa conversa por telefone, viu? Sua amiga aqui tá alucinada com o mestrado. Espero que o nosso café não fique só pra abril, que é quando acaba o trimestre (pé de pato mangalô três vezes) =/
Cau,
Passei lá no sue blog e adorei as fotos das árvores branquinhas. A gente quase não teve neve aqui esse ano.
Beijossss, meninas!!!