Minha tarde com o monge
Essa certamente foi uma tarde pra entrar pra história. Pelo menos pra minha. O bonitinho do Tenzin Gyatso, mais conhecido como Sua Santidade o 14° Dalai Lama, esteve em Montreal neste sábado. E, embora não fosse de graça, a gente tava lá.
Com uma humildade evidente, transbordante nos monges budistas e no povo tibetano em geral, o Dalai Lama começou dizendo que não tinha nada de especial pra oferecer pras 15 mil pessoas que encheram o Centre Bell, meca dos torcedores de hockey da cidade.
Será que algum budista que eventualmente passar por esse blog vai ficar chateado se eu disser que ele, totalmente sem querer, claro, contou uma mentirinha? É que, olha, pelo menos pra mim, cada palavra proferida com seu inglês de sotaque carregado teve um significado e tanto. Então esse papo de não ter nada de especial pra oferecer não valeu...
E algo que me deixou profundamente tocada na conferência do Dalai Lama é que não há qualquer tentativa de converter a platéia para a prática do Budismo. "Não estou aqui falando com vocês como budista, como monge ou como tibetano, mas como ser humano".
O respeito daquela criatura pela crença (ou descrença, por que não?) individual de cada um é tão excepcional, que não há qualquer movimento no sentido de convencer ninguém quanto a qual religião seguir (ou não seguir). Não é lindo ser um líder religioso e não querer catequisar ninguém?
Mas e se ele não estava lá pra arrebanhar novos budistas, ele queria falar sobre a invasão chinesa no Tibet, certo? Errado. Não era um encontro religioso ou político, mas uma conversa sobre a compaixão. E é justamente a compaixão a expressão maior de sabedoria do 14° Dalai Lama (e dos outros 13 que o antecederam. Vocês sabem, né? Os dalai lamas são todos a mesma pessoa, ou melhor, a mesma alma. Assim dizem os budistas, que crêem na reencarnação).
15 mil pessoas a fim de ouvir sobre paz e compaixão
Muita coisa do que foi dito me emocionou, mas nada que se comparasse a essa definição:
"Compaixão é saber que todo mundo tem o direito de sair do sofrimento"
Nesse momento, o Dalai Lama apontava pra mim. TENHO CERTEZA!
ahhaha A louca egocêntrica!
Tem como não amar uma figura que combina a cor da viseira com a das vestes monásticas?
Ah! Vale explicar que essa viseira não é novo acessório do look monge (que pena!),
mas uma forma de diminuir a incidência das luzes do palco nos olhinhos de um senhor de 74 anos
Tenzin Gyatso, aquele que é "só um monge", despede-se de uma platéia
que estava delirando com o fato dele portar a camisa do time de hockey da cidade.
Com uma humildade evidente, transbordante nos monges budistas e no povo tibetano em geral, o Dalai Lama começou dizendo que não tinha nada de especial pra oferecer pras 15 mil pessoas que encheram o Centre Bell, meca dos torcedores de hockey da cidade.
Será que algum budista que eventualmente passar por esse blog vai ficar chateado se eu disser que ele, totalmente sem querer, claro, contou uma mentirinha? É que, olha, pelo menos pra mim, cada palavra proferida com seu inglês de sotaque carregado teve um significado e tanto. Então esse papo de não ter nada de especial pra oferecer não valeu...
E algo que me deixou profundamente tocada na conferência do Dalai Lama é que não há qualquer tentativa de converter a platéia para a prática do Budismo. "Não estou aqui falando com vocês como budista, como monge ou como tibetano, mas como ser humano".
O respeito daquela criatura pela crença (ou descrença, por que não?) individual de cada um é tão excepcional, que não há qualquer movimento no sentido de convencer ninguém quanto a qual religião seguir (ou não seguir). Não é lindo ser um líder religioso e não querer catequisar ninguém?
Mas e se ele não estava lá pra arrebanhar novos budistas, ele queria falar sobre a invasão chinesa no Tibet, certo? Errado. Não era um encontro religioso ou político, mas uma conversa sobre a compaixão. E é justamente a compaixão a expressão maior de sabedoria do 14° Dalai Lama (e dos outros 13 que o antecederam. Vocês sabem, né? Os dalai lamas são todos a mesma pessoa, ou melhor, a mesma alma. Assim dizem os budistas, que crêem na reencarnação).
15 mil pessoas a fim de ouvir sobre paz e compaixão
Muita coisa do que foi dito me emocionou, mas nada que se comparasse a essa definição:"Compaixão é saber que todo mundo tem o direito de sair do sofrimento"
Nesse momento, o Dalai Lama apontava pra mim. TENHO CERTEZA!ahhaha A louca egocêntrica!
Tem como não amar uma figura que combina a cor da viseira com a das vestes monásticas?Ah! Vale explicar que essa viseira não é novo acessório do look monge (que pena!),
mas uma forma de diminuir a incidência das luzes do palco nos olhinhos de um senhor de 74 anos
Tenzin Gyatso, aquele que é "só um monge", despede-se de uma platéiaque estava delirando com o fato dele portar a camisa do time de hockey da cidade.
Comentários
Serrona de eventos gratuitos.. ;o)
Concordo com você. O respeito ao livre arbítrio é uma arte e tanto!
Pois é, mancebo, não dá pra ser totalmente séria, né? heheheh
e esse sorrisinho maroto quando ele apontou pra vc, hein? o que a senhorita aprontou, dona camila?
ele com essa boininha e os óculos ficou a cara do bezerra da silva, né?
beijos!
Beijão.
PS: Bezerra da Silva?! haahahhahahahahha
Tenzin Gyatso, tô com vc e num abro! Nice to meet you!
Bjsss, Camis!
Beijocas.
Também tenho horror de gente que fica tentando convencer os outros sobre como agir. Tenha suas convicções e guarde-as pra você, a menos que alguém se demonstre curioso. Ainda mais em se tratando de religião, que é algo tão íntimo! A história de vida desse cara é muito louca. Descoberto lama aos 2 anos, refugiado... Conheço bem por alto, mas assim que tiver um tempinho vou dar um jeito de mergulhar na biografia dele. Tem muita coisa sobre ele na Internet, se você se interessar, mas só se você se interessar, viu? Não tô empurrando nada! =PPP
Pois é, Mari!
Vai brincar com a intuição do Dalai Lama! hehehehe
Ninha,
Muito, muitíssimo especial. Não consigo ficar só no oba-oba! Não vou mentir que admiro quem consegue, mas eu preciso de uma base (que eu considero) sólida, senão fico rasa, frouxa...
Beijos, bonitas!
Mais uma bela experiência aí no Canadá, não é?
Achei interessante o seu relato (aliás, como sempre. Sou "rata" desse blog - hehehe), mas queria saber o motivo do evento ser pago. É uma pergunta de uma leiga e curiosa pessoa. Desculpe se for super sem noção, tá?
Tenho a mesma opinão sobre pessoas que querem catequizar outras. Não tenho muita paciência pra isso não. Algumas vezes fico nervosa e tudo! Que o Dalai Lama não me ouça!
Bjks!
Foi uma experiência linda, incrível e muito esperada!
Você acha que eu não chorei que nem criança na palestra? Afe!
Beijo, amore!
Olha, não sei dizer exatamente porque o evento foi pago porque realmente não perguntei a ninguém envolvido na produção quanto isso, mas tenho minhas suspeitas:
1) Embora seja um líder religioso (e político, não nos esqueçamos), o Dalai Lama estava lá para conceder uma palestra. Não era um evento religioso; tipo não era Bento XVI fazendo a missa do Galo no Vaticano na noite de Natal, entende? Era uma PALESTRA sobre a compaixão.
2) Quem promoveu o evento foi uma associação quebequense/tibetana. Não sei exatamente do que se trata, mas, pelo pouco que vi, acredito que seja uma organização da sociedade civil que tem como objetivo divulgar, no Quebeque (resto do Canadá também, talvez), a questão do Tibet (invadido pela China até hoje) e ajudar os refugiados tibetanos no Quebeque, que, pelo o que vi no sábado, são relativamente numerosos. Então, havia uma razão para se arrecadar dinheiro.
3) O evento foi realizado no estádio de hockey da cidade, que certamente cobra caro pelo aluguel do espaço. Esse é o lugar mais apropriado para a quantidade de gente que eles queriam reunir (15 mil pessoas) com conforto. Então, eles precisavam de grana pra pagar.
4) Sem falar nas despesas de trazer Sua Santidade pra cá + seu assistente (um cara foférrimo que ajuda ele no inglês há anos) e um monge que traduziu tudo para o francês.
5) Fora os outros custos gerais de evento, que você sabe em detalhes e eu não vou ficar falando aqui pra não queimar meu filme diante da expert em eventos hehehehe
6) E, ó, duvi dê ó dó que o Dalai Lama cobre cachê. Mas duvido mesmo!!! Budista é um pessoal que se esforça, através da meditação, pra desapegar das coisas materias e viver do que eles consideram estritamente necessário.
Será que isso satisfaz como resposta? Procurei dar todas as supostas explicações que me ocorreram. :o)))))
Beijo, coisa linda!
Muitos beijos!!!!
Line
É mesmo Ying & yang: Enquanto Dalai Lama corre os 4 cantos para falar de paz, o governo chinês incentiva a discórdia ameaçando estremecer relaçoes com os países que recebem o Dalai... tsc, tsc, tsc...
Adorei a idéia do macaron+parque!! Assim, nao é só o bolso que fica mais leve (a consciência também uai!)rsrs
bjocas
Erika
ADOREI conhecer vocês ontem! Ainda mais que foi surpresa!! Ainda espero ver muito vocês! =))))
Beijão nas duas coelhinhas fofas!
que previlégio! estar no mesmo ambiente que o Dalai Lama...
se o mestrado não render nada, essa palestra valeu por tudo!!!! (exagero?)
beijos muitos
Lembrei tanto de você!!! Olhe, foi lindo! Não é exagero, não, falar isso do mestrado!
Beijo enorme.