Oração da mestranda imigrante
Senhor,
Se meus colegas forem todos mais novos que eu, que pelo menos eles tenham nascido, no máximo, até 1985 porque quanto mais próxima da década de 90 for a data de nascimento deles, maior será a minha angústia. E quanto maior a minha angústia, mais eu vou Lhe abusar com lamentos disfarçados de orações.
Se nenhum dos meus colegas for estrangeiro, que pelo menos alguns sejam filhos de imigrantes, possam me acolher com carinho e sem nenhum traço de desprezo (pedir admiração pelo fato de eu ter largado tudo no meu país tropical pra vir estudar noutra língua nessa ilha gelada é demais? Deixo a Seu critério)
Se meus professores forem mal-humorados e rígidos, que pelo menos eles tenham um sotaque compreensível para essa brazuca recém-chegada e não me avaliem pelas aberrações gramaticais que certamente cometerei em sala de aula. Se eu tiver coragem de me expressar verbalmente, claro.
Se eu for obrigada a abrir a boca pra me comunicar com as pessoas na faculdade, que elas consigam fingir que estou falando algo inteligível e não façam caretas exdrúxulas como quem está ouvindo alguém em pleno AVC tentando falar.
Se minhas colegas forem patricinhas como as meninas que eu vi no encontro dos calouros da graduação, que pelo menos elas sejam generosas e me dêem carona na volta pra casa (quiçá na ida pra universidade).
Se meus colegas forem todos mais novos que eu, que pelo menos eles tenham nascido, no máximo, até 1985 porque quanto mais próxima da década de 90 for a data de nascimento deles, maior será a minha angústia. E quanto maior a minha angústia, mais eu vou Lhe abusar com lamentos disfarçados de orações.
Se nenhum dos meus colegas for estrangeiro, que pelo menos alguns sejam filhos de imigrantes, possam me acolher com carinho e sem nenhum traço de desprezo (pedir admiração pelo fato de eu ter largado tudo no meu país tropical pra vir estudar noutra língua nessa ilha gelada é demais? Deixo a Seu critério)
Se meus professores forem mal-humorados e rígidos, que pelo menos eles tenham um sotaque compreensível para essa brazuca recém-chegada e não me avaliem pelas aberrações gramaticais que certamente cometerei em sala de aula. Se eu tiver coragem de me expressar verbalmente, claro.
Se eu for obrigada a abrir a boca pra me comunicar com as pessoas na faculdade, que elas consigam fingir que estou falando algo inteligível e não façam caretas exdrúxulas como quem está ouvindo alguém em pleno AVC tentando falar.
Se minhas colegas forem patricinhas como as meninas que eu vi no encontro dos calouros da graduação, que pelo menos elas sejam generosas e me dêem carona na volta pra casa (quiçá na ida pra universidade).
Se elas forem legais que nem Elle Woods, eu topo até fazer trabalho em grupo
Comentários
bjs
Hoje foi o primeiro dia de aula e, sim, sobrevivi. E acho que continuarei vivinha da silva, pelo menos nessa disciplina. Ainda faltam outras duas aulas. De modos que só semana que vem pra eu saber mesmo. :o)
Mirian,
Eu tô fazendo um mestrado em Comunicação na UQAM. E sua foto está charmosíssima! A-do-rei!
Beijos, fofinhas!
Ps.: To esperando a mudança de estação do blog.. :D
Beijão!
Boa sorte, Cami! Posso dizer que vc já fez um estágio na Fapesb com relação à convivência com colegas patis - hehehe.
Bjks!