Let's rock II - Reloaded

Mais som na moleira pra fechar a semana com o ouvido zumbindo! Ontem teve Motörhead na ilha e a gente foi ver.

Nós dois somos chegados em hard rock e, mesmo tendo o Motörhead nas últimas posições do ranking de bandas preferidas, fomos sentir como é a cena pra rock mais nervoso por aqui. Sem falar, claro, que podemos deixar de ver Lemmy (vocalista, baixista e lenda do rock) nos palcos dentro de pouco tempo.

Seja porque a cachaça e as drogas podem matá-lo repentinamente ou simplesmente porque ele pode ser abduzido, sem aviso prévio, pelos ETs que habitam nas milhões de verrugas que adornam seu rostinho delicado.

Duas bandas esquentaram a platéia antes do grande show. A primeira foi a Nashville Pussy. Rock farofa, que eu dispenso, obrigada, mas valeu a pena demais pela guitarrista. Autora de solos farofa (lógico!), porém incríveis, a moça, conhecida pela alcunha de Ruyter Suys, deixou os marmanjos de queixo caído. E não só pelo decotão. Toca muito! E não é "toca muito pra uma mulher", não. Toca muito e fim de papo.

Ruyter Suys é a galega que judia da guitarra e do próprio pescoço

Os farofeiros terminaram de tocar, eu agradeci, e, quando olho novamente pro palco, vejo 3 caras com mó pinta de texanos perdidos. Texanos eles eram, mas perdidos? Definitivamente, não. As carinhas de bons moços caíram por terra quando Reverend Horton Heat e banda começaram a tocar. Punkabilly contagiante com um quê de surpresa, já que, pelo visual, a impressão é a de que ouviríamos música country. Adoro quando as aparências enganam!


Você diria que metade do show do senhor de paletó e aparência pacata
+ rapaz de cabelo almofadinha e contra-baixo acústico foi puro hardcore?
Nem eu!

Mas as estrelas da noite eram o Motörhead. O povo vestiu preto (isso não muda, pra quem possa ter se perguntado. É igualzinho no mundo todo), calçou o pior coturno (que equivale ao melhor), colocou sua camisa de banda (de preferência com estampa de um bicho bem malvadão na frente, leia-se caveiras endemoniadas) e caprichou no trinômio bigodão, costeleta e chapéu (o que devia ser proibido, né? Porque atrapalha paca a visão do show). Tudo isso pra ver Lemmy passar.

E Lemmy passou.

Com sua voz rouca e grave, testemunhando meninos sendo levados de mão em mão na frente do palco, além de copos de plástico voadores, que deixaram o chão com cara de pós-carnaval em Salvador. Dois semi-banhos de cerveja depois e consumida a única garrafa de água comprada naquela noite, fomos embora com a sensação de dever cumprido.

À direita, Lemmy Kilmister, que já viveu muita bagaceira nessa vida
desde que foi roadie de Jimmi Hendrix

Comentários

Paloma Varón disse…
Aprendi duas coisas aqui: punkabilly (não sabia que tinha) e rock farofa (adorei a definição!). Vamos chamá-los para tocar no Pré-Sal? Ahahahaha!!
Camila disse…
HAHAHAHAHAHHAHAHAHHA
HAHAHAHAHHAHAHA
HAHAHAHHHAHAH

Paloma, combinadíssimo! Nós como produtoras culturais vamos longe!

hahahahah

Beijo, querida!
Unknown disse…
Cami, que maravilha!
Adorei essa cobertura de imprensa do festival! Riellão gosta de Motorhead. É uma dessas bandas que só conheço por causa dele. Confesso que não era uma das que mais ouvia, mas sei que tem uma grande importância.
Bjks!
Jojoba disse…
Amiga, qndo falei pra TAdeu q você foi no show do Motorhead ele chega se emocionou... hihihihi ele falou q se tiver um do Metallica é pra vc ir por ele, mas acho q vc não curte Metallica... hihihihihi

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