Saxão, teu sobrenome é cachaça
Pouco menos de duas e meia da manhã.
Do outro lado da porta, gritos, palavrões, risadas e tombos.
O coração acelera. A paz de espírito, que (ainda) não é a tônica do meu ser, me faz pensar: "vão arrombar a porta do apartamento".
Desculpe, mas eu não consigo evitar supor uma tragédia no meio da madrugada em que me acordam de supetão.
Do meu lado esquerdo, esse, sim, rapaz de coração sereno, me diz que tenha calma.
Eu finjo fico calma.
Me levanto pra ouvir melhor os balbucios nada cristãos envoltos em voz masculina. É que minha alma de fofoqueira jornalista fala mais alto. Preciso saber o que está acontecendo.
As palavras nada simpáticas, os gritos e os baques na parede, no chão e na porta dos outros continuam por mais 15 minutos, até que a porta do elevador se abre.
É a polícia.
Os dois policiais, um homem e uma mulher, abordam o sujeito:
- Boa noite! Como é o seu nome?
- Não vou dizer.
- Tudo bem. Nós só queremos saber onde você mora.
- XLFIJBHEXIFBF HAHAHHAHHAHAHAHA
- Veja bem, as pessoas aqui do prédio nos chamaram porque precisam dormir e você está atrapalhando o sono delas.
- HAHAHAHHAHAHA É que... É que...
- Qual o seu endereço?
- 107, 809, 703, 204... HAHAHHAHAHA
- Eu tô vendo que você bebeu demais.
- É, eu bebi... HHHAHAHAHAH
- Não tem problema nenhum em beber, até eu bebo, só não chego nesse estágio...
- BHBMDBMHBVFBC
- Qual o seu apartamento?
- ...
- Você mora nesse prédio?
- ...
- Olha, eu não tenho a noite toda.
- Eu sei, eu sei... É que BZUHXBZDEFCHD
- Qual o seu endereço? A gente só quer te ajudar a chegar em casa...
Ele, então, dá o número do nosso prédio e o do apartamento (que, infelizmente eu não ouvi, pois tô doida pra olhar pra cara dessa criatura).
Nesse momento, os policiais entram com o rapaz no elevador e o encaminham pra casa, enquanto eu ouço a frase:
- Eu sou inglês!
Do outro lado da porta, gritos, palavrões, risadas e tombos.
O coração acelera. A paz de espírito, que (ainda) não é a tônica do meu ser, me faz pensar: "vão arrombar a porta do apartamento".
Desculpe, mas eu não consigo evitar supor uma tragédia no meio da madrugada em que me acordam de supetão.
Do meu lado esquerdo, esse, sim, rapaz de coração sereno, me diz que tenha calma.
Eu finjo fico calma.
Me levanto pra ouvir melhor os balbucios nada cristãos envoltos em voz masculina. É que minha alma de fofoqueira jornalista fala mais alto. Preciso saber o que está acontecendo.
As palavras nada simpáticas, os gritos e os baques na parede, no chão e na porta dos outros continuam por mais 15 minutos, até que a porta do elevador se abre.
É a polícia.
Os dois policiais, um homem e uma mulher, abordam o sujeito:
- Boa noite! Como é o seu nome?
- Não vou dizer.
- Tudo bem. Nós só queremos saber onde você mora.
- XLFIJBHEXIFBF HAHAHHAHHAHAHAHA
- Veja bem, as pessoas aqui do prédio nos chamaram porque precisam dormir e você está atrapalhando o sono delas.
- HAHAHAHHAHAHA É que... É que...
- Qual o seu endereço?
- 107, 809, 703, 204... HAHAHHAHAHA
- Eu tô vendo que você bebeu demais.
- É, eu bebi... HHHAHAHAHAH
- Não tem problema nenhum em beber, até eu bebo, só não chego nesse estágio...
- BHBMDBMHBVFBC
- Qual o seu apartamento?
- ...
- Você mora nesse prédio?
- ...
- Olha, eu não tenho a noite toda.
- Eu sei, eu sei... É que BZUHXBZDEFCHD
- Qual o seu endereço? A gente só quer te ajudar a chegar em casa...
Ele, então, dá o número do nosso prédio e o do apartamento (que, infelizmente eu não ouvi, pois tô doida pra olhar pra cara dessa criatura).
Nesse momento, os policiais entram com o rapaz no elevador e o encaminham pra casa, enquanto eu ouço a frase:
- Eu sou inglês!
Comentários
E fique tranquila, que "supor tragédias" é com a gente mesmo, lindona.Rs...
Bjs, amoreco!